Tipos de panela: os 10 materiais, os nomes pelo formato e qual escolher
Publicado em 22 de dezembro de 2021 · revisado em 8 de outubro de 2026
Os 10 tipos de panela mais comuns no Brasil, pelo material, são aço inox, alumínio, antiaderente, cerâmica, ferro fundido, ferro esmaltado, barro, pedra-sabão, cobre e vidro. Alumínio e cobre esquentam rápido; ferro, barro e pedra-sabão seguram o calor para preparos longos; e, na indução, funcionam inox de fundo triplo, ferro e panelas com fundo próprio para indução.
Este guia tem links de afiliado: se você comprar por eles, o blog recebe uma pequena comissão, sem custo a mais para você.
O material da panela muda o jeito de cozinhar: uns esquentam rápido e esfriam rápido, outros demoram a aquecer mas seguram o calor por muito tempo; uns soltam a comida sozinhos, outros pedem gordura e técnica. Abaixo estão os 10 tipos de panela mais comuns no Brasil, com o que cada um faz bem, onde tropeça e um modelo representativo de cada material. A escolha dos modelos foi feita por especificação do fabricante, avaliações de compradores e reputação da marca.
Tipos de panela por material: resumo
| Material | Esquenta | Segura o calor | Indução | Melhor para |
|---|---|---|---|---|
| Aço inox | Médio | Médio | Sim (fundo triplo) | Caldos, massas, molhos, refogados |
| Alumínio | Rápido | Pouco | Não | Arroz, doces de tacho, frituras por imersão |
| Antiaderente | Rápido | Pouco | Só com fundo próprio | Ovos, panquecas, preparos com pouca gordura |
| Cerâmica | Devagar | Muito | Não | Ensopados, arroz, ir do fogo à mesa |
| Ferro fundido | Devagar | Muito | Sim | Selar, cozidos longos, feijão, pão |
| Ferro esmaltado | Devagar | Muito | Sim | Cozidos com tomate e vinho, forno |
| Barro | Devagar | Muito | Não | Moqueca, feijoada, servir quente |
| Pedra-sabão | Muito devagar | Muito | Não | Cozidos mineiros, feijão, frango |
| Cobre | Muito rápido | Pouco | Não | Caldas, molhos delicados, controle fino |
| Vidro | Devagar | Muito | Não | Leite, sopas, ver o cozimento e servir |
Os 10 tipos de panela, um a um
1. Panela de aço inox
Bonita, fácil de limpar e durável: não arranha com facilidade, não mancha com frequência e não reage com a maioria dos alimentos. Sozinho, o inox conduz mal o calor, por isso as boas panelas têm fundo triplo (inox, alumínio e inox), que distribui o calor e torna a panela compatível com indução. A desvantagem é que comida gruda se o fogo estiver alto ou a panela fria: aqueça antes, use gordura e fogo médio. Amido de arroz e massa pode deixar manchas claras, que saem com pano úmido com vinagre ou limão.
Modelo representativo: caçarola Tramontina Solar funda 20 cm, 3,6 L, fundo triplo, que vai a fogão a gás, elétrico, vitrocerâmico e de indução e à lava-louças, segundo a Tramontina.
2. Panela de alumínio
A mais tradicional e barata da cozinha brasileira. É leve e esquenta muito rápido, o que ajuda no arroz, no doce de leite e na fritura por imersão. Em troca, esfria rápido, mancha e escurece com o tempo, amassa com facilidade e não funciona na indução. Evite guardar comida ácida dentro dela e cozimentos ácidos muito longos, que atacam o metal.
Modelo representativo: caçarola Eirilar Especial polida 16, alumínio polido sem revestimento.
3. Panela antiaderente
Em geral é uma panela de alumínio com revestimento interno, que pode ser de PTFE (o "teflon") ou de base cerâmica. A comida não gruda, a limpeza é rápida e dá para cozinhar com pouca gordura. O revestimento, porém, se desgasta: use espátula de silicone, nylon ou madeira, esponja macia, fogo baixo a médio e nunca aqueça vazia. Quando a camada começar a descascar, é hora de trocar a panela. Prefira modelos que informem ser livres de PFOA.
Modelo representativo: caçarola Rochedo Smart 24 cm, de alumínio antiaderente com 4,6 litros e marcação de medidas por dentro, para fogão a gás, elétrico e vitrocerâmico.
4. Panela de cerâmica
Aqui falamos da panela feita inteira de cerâmica, não do revestimento. Demora a esquentar, mas segura o calor por muito tempo, então a comida chega quente à mesa. Vai ao fogo, ao forno, ao micro-ondas e, em geral, à lava-louças. Não tem antiaderente químico: o esmalte liso ajuda a soltar a comida. É mais frágil a quedas que o metal.
Modelo representativo: caçarola Ceraflame Duo+ 20 cm, 2 litros, com tampa também de cerâmica, que permite começar no fogão, terminar no forno e servir na mesma peça. A Ceraflame informa que suas peças não contêm antiaderente e suportam sair do fogo para uma superfície fria.
5. Panela de ferro fundido
A campeã de retenção de calor. Demora a esquentar, mas mantém a temperatura estável, o que favorece feijão, ensopados, carne selada e pão. Funciona em todos os fogões, inclusive indução e lenha, e dura décadas. Pesa bastante, precisa de cura e deve ser seca logo após lavar para não enferrujar. Libera um pouco de ferro na comida, o que pode escurecer molhos ácidos. Explicamos modelos e cuidados no guia de panela de ferro fundido.
Modelo representativo: caçarola Fundição Santana nº 24, 3,5 L, com cabo de madeira.
6. Panela de ferro esmaltado
Ferro fundido coberto por esmalte, que é vidro fundido sobre o metal. Mantém o calor do ferro, mas não enferruja, não precisa de cura e aceita bem tomate, vinho e outros ingredientes ácidos. Vai ao forno e à mesa, e vem em várias cores. É pesada, cara, e o esmalte pode lascar com batidas e choque térmico: use esponja macia e evite água fria sobre a panela quente.
Modelo representativo: Le Creuset Signature redonda 24 cm, 4,2 L, feita na França, que vai a todos os fogões, inclusive indução, e ao forno.
7. Panela de barro
Feita de argila e tradicional sobretudo no Espírito Santo e na Bahia, onde é a panela da moqueca. Segura muito calor e mantém o prato fervendo à mesa. Vai ao fogão a gás, à lenha e, em muitos modelos, ao forno. É porosa, pede cura antes do primeiro uso, não gosta de choque térmico e pode rachar se cair. Contamos tudo sobre ela no post sobre panela de barro e ela é a panela da nossa receita de moqueca de peixe com camarão.
Modelo representativo: panela de barro capixaba de 6 litros, tamanho de moqueca ou feijoada para a família.
8. Panela de pedra-sabão
Esculpida em esteatito, rocha macia comum em Minas Gerais. É a que mais demora a esquentar e a que mais segura o calor: o cozido continua fervendo minutos depois de apagar o fogo. Antes do primeiro uso precisa de cura, que sela a pedra e a escurece. É muito pesada, pode trincar com choque térmico e não deve sair da geladeira direto para o fogo.
Modelo representativo: panela de pedra-sabão de 3 litros, já curada.
9. Panela de cobre
O cobre é o metal de panela que melhor conduz calor: esquenta e esfria quase na hora, o que dá controle fino para caldas, caramelos e molhos delicados. O cobre puro, porém, reage com alimentos ácidos, por isso as panelas de cozinha têm o interior revestido de inox ou estanho; tachos de cobre sem revestimento ficam para doces em calda, com cuidado. É cara, pesada, escurece se não for polida e não funciona na indução.
Onde encontrar: panelas de cobre com interior de inox na Amazon.
10. Panela de vidro
Não solta resíduo, não pega cheiro e deixa ver o cozimento sem abrir a tampa. Só as de vitrocerâmica vão com segurança à chama do fogão; refratário comum é para forno e micro-ondas. Conduz pouco calor, não é antiaderente, não funciona na indução e pode quebrar com choque térmico. Explicamos a diferença entre os vidros em como escolher panela de vidro.
Modelo representativo: caçarola Luminarc Vitro Blooming 5 L, que vai ao fogão (exceto indução), ao forno e ao micro-ondas.
Nomes de panelas pelo formato
Além do material, as panelas mudam de nome pelo formato e pelo uso:
- Caçarola: funda, com duas alças laterais e tampa. A panela padrão para arroz, feijão, molhos, ensopados e massas.
- Panela com cabo (leiteira ou molheira): pequena, com um cabo longo, para ferver leite, fazer molho e cozinhar ovos.
- Frigideira: rasa e larga, para fritar, grelhar e selar. Os modelos mais fundos servem para refogados.
- Sauté (frigideira funda ou caçarola rasa): laterais retas e baixas, para dourar e depois cozinhar com molho.
- Wok: funda e de fundo arredondado, para saltear em fogo alto, como na cozinha chinesa.
- Caldeirão: alto e de grande capacidade, para caldos, sopas e cozimento de massas em quantidade.
- Panela de pressão: fechada hermeticamente; o vapor preso aumenta a pressão e a temperatura interna e encurta o cozimento de feijão, carnes e grãos. Há também versões elétricas, que comparamos no post sobre panela de pressão elétrica.
- Forno holandês (cocotte): panela funda de ferro com tampa pesada, que vai do fogão ao forno; ótima para pão e carnes de panela.
Qual o melhor tipo de panela?
Não existe um material que faça tudo bem. Uma cozinha equilibrada costuma ter uma ou duas caçarolas de inox com fundo triplo para o dia a dia, uma frigideira antiaderente para ovos e preparos delicados, e uma panela de ferro (crua ou esmaltada) para selar e cozinhar devagar. Barro, pedra-sabão, cobre e vidro entram conforme o prato e o gosto. Se você tem fogão de indução, fique com inox de fundo triplo, ferro e ferro esmaltado, ou panelas com fundo próprio para indução. Veja também nossa lista de utensílios de cozinha.